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28/06/2010 |
Otimismo na luta contra o câncer
Medicina está otimista quanto à luta contra o câncer

Última atualização: 09/06/2010

O otimismo prevaleceu na 46ª conferência sobre o câncer da American Society of Clinical Oncology (ASCO), realizada em Chigado, onde foram anunciados progressos, apesar da doença avançar a passos largos e ter se convertido na segunda causa de morte no mundo.

"Nossa compreensão crescente da complexidade do câncer se traduz pelo desenvolvimento de terapias mais eficazes, mais dirigidas contra uma variedade de tumores", explicou Douglas Blayney, professor de medicina interna na Universidade de Michigan (norte dos Estados Unidos) e presidente da ASCO.

Os resultados mais alentadores revelados durante a conferência do fim de semana confirmam o crescente papel das terapias dirigidas a funções "vitais" de tumores ou que dopam o sistema imunológico para destruir as células cancerígenas, em comparação com a quimioterapia padrão.

Estes avanços mostraram aumento da sobrevivência sobretudo em doentes que sofrem de tipos de câncer avançados ou com mestástase, como o melanoma, contra os quais existem poucos ou nenhum tratamento.

Um anticorpo experimental monoclonal (Ipilimumab), que ativa as células T (timócitos) do sistema imunitário para destruir o câncer, deu pela primeira vez "resultados muito encorajadores" contra o melanoma avançado, um câncer de pele cuja incidência disparou há 30 anos.

Uma terapia experimental (crizonitinib), que neutraliza a enzima cinase de linfoma anaplásico (ALK), essencial para o crescimento das células cancerígenas, também revelou-se muito promissora contra a forma mais frequente de câncer de pulmão avançado em pacientes com um perfil genético particular. O de pulmão é o câncer mais frequente e mortal do mundo.

Outro ensaio clínico demonstrou que o tratamento específico Avastin, que bloqueia o crescimento dos vasos sanguíneos que levam os nutrientes e oxigênio necessários para o tumor, combinado com uma quimioterapia, permitiu prolongar o período que transcorre sem que um câncer de ovário progrida.

Um estudo demonstrou também que a radioterapia combinada com um tratamento hormonal reduz em 43% o risco de mortalidade dos homens afetados por um câncer localizado e avançado da próstata.

"O tema desta conferência é o avanço da qualidade dos tratamentos através da inovação", comentou Lynn Schuchter, professora de medicina na Universidade da Pensilvânia (leste).

"Realmente queremos melhorar a qualidade de vida dos doentes com terapias que produzem menos efeitos colaterais, cirurgias e radioterapias mais específicas", prossegue Schuchter.

Mas, apesar de todos esses progressos e da melhora dos tratamentos, a doença segue muito frequente nos Estados Unidos, lamenta a Associação americana do Câncer (ACS), segundo a qual foram registrados cerca de 1,5 milhão de novos casos em 2009, que provocaram mais de 560 mil mortes.

Um recente informe da Organização Mundial de Saúde estima que o número mundial de mortos por câncer pode duplicar até 2030 e alcançar os 13 milhões.

Com o envelhecimento da população nos países industrializados, cerca de um homem em cada dois e uma mulher em cada três serão diagnosticados com um câncer durante a vida, afirma a ACS.

Vários tipos de câncer (de fígado, pâncreas, ovários, pulmão e cérebro) são altamente mortais e se mantêm insensíveis às terapias existentes.

Mas a incidência do câncer está fortemente ligada ao modo de vida, o que faz que a prevenção possa supor uma grande diferença.

Desta forma, cerca de 40% da diminuição da mortalidade masculina de 1990 a 2006 foi resultado de uma baixa dos falecimentos do câncer de pulmão, do qual o tabagismo é a principal causa.

Fonte: Agência AFP